O BAIRRO DO GUABIROTUBA

Na década de 1940, Curitiba conta com 140.656 habitantes e passará por significativo aumento demográfico: em 1950 serão 180.775 e, após três décadas, irá atingir 1.024.975! Tal contingente populacional passa a ocupar os vazios da cidade e o Guabirotuba – embora em ritmo menos acelerado se comparado ao Portão, ao Batel e o Bacacheri – entra em nova fase de ocupação territorial, ampliação da infraestrutura e instalação de instituições e serviços.


1947 (11 de junho): o Guabirotuba é transformado em um bairro! No Decreto-Lei n.° 174, em 11 de julho de 1947, que divide Curitiba em 38 bairros, seu perímetro é o 23° a ser descrito:


In: Diário Oficial. Ano XXXV, n.° 121. Curitiba, 25 de julho de 1947. p.7

In: Diário Oficial. Ano XXXV, n.° 121. Curitiba, 25 de julho de 1947. p.7



1950: as obras de melhoramento e ampliação da infraestrutura continuam. O fotógrafo Arthur Wischral, a serviço da Prefeitura, registra as diversas intervenções na Rua Marechal Floriano.


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1950 - Obras na Rua Marechal Floriano. Fonte: Coleção de fotos de Arthur Wischral, a serviço da Prefeitura de Curitiba. Acervo: Ernani Costa Straube.

1950 – Obras na Rua Marechal Floriano.

Fonte: Coleção de fotos de Arthur Wischral, a serviço da Prefeitura de Curitiba. Acervo: Ernani Costa Straube.



1950 - Horto Municipal.Fonte: Coleção Arthur Wischral. Acervo: Casa da Memória / Diretoria do Patrimônio Cultural / Fundação Cultural de Curitiba.Ao fundo, o bairro do Guabirotuba.

1950 – Horto Municipal.

Fonte: Coleção Arthur Wischral. Acervo: Casa da Memória / Diretoria do Patrimônio Cultural / Fundação Cultural de Curitiba.

Ao fundo, o bairro do Guabirotuba.



1951 - Horto Municipal.Fonte: Coleção Arthur Wischral. Acervo: Casa da Memória / Diretoria do Patrimônio Cultural / Fundação Cultural de Curitiba.Ao fundo, o bairro do Guabirotuba.

1951 – Horto Municipal.

Fonte: Coleção Arthur Wischral. Acervo: Casa da Memória / Diretoria do Patrimônio Cultural / Fundação Cultural de Curitiba.

Ao fundo, o bairro do Guabirotuba.



1951 - Rua 24 de Fevereiro, atual Imaculada Conceição.Fonte: Coleção Arthur Wischral. Acervo: Casa da Memória / Diretoria do Patrimônio Cultural / Fundação Cultural de Curitiba.

1951 – Rua 24 de Fevereiro, atual Imaculada Conceição.

Fonte: Coleção Arthur Wischral. Acervo: Casa da Memória / Diretoria do Patrimônio Cultural / Fundação Cultural de Curitiba.



1951 (23 de fevereiro) a antiga Estrada Curitiba-São José dos Pinhais passa a chamar-se Avenida Senador Salgado Filho (Lei Municipal n.° 315).


Fonte: Arquivo Público Municipal.

Fonte: Arquivo Público Municipal.



1956: O Guabirotuba


1956 - Mapa Geológico de Curitiba.Fonte: BIGARELLA, J.J.; DEPTO DE GEOGRAFIA, TERRAS E COLONIZAÇÃO. Planta Geológica (provisória) da cidade de Curitiba e arredores. Curitiba: 1956. Acervo: Museu Paranaense.

1956 – Mapa Geológico de Curitiba.

Fonte: BIGARELLA, J.J.; DEPTO DE GEOGRAFIA, TERRAS E COLONIZAÇÃO. Planta Geológica (provisória) da cidade de Curitiba e arredores. Curitiba: 1956. Acervo: Museu Paranaense.

O detalhe mostra a região do Guabirotuba com destaque para a BR-2 (depois BR-116, 1), a Avenida Salgado Filho e o leito do Rio Belém. Embora voltado para as características geológicas, o mapa indica o arruamento. Na região do Guabirotuba  pode-se identificar o crescimento da malha urbana em alguns pontos ao longo da Avenida Salgado Filho, principalmente na direção da Avenida Capanema. Nas proximidades do Matadouro Municipal verifica-se uma concentração de vias (em direção ao Rio Belém).

O detalhe mostra a região do Guabirotuba com destaque para a BR-2 (depois BR-116), a Avenida Salgado Filho e o leito do Rio Belém. Embora voltado para as características geológicas, o desenho indica o arruamento. Na região do Guabirotuba pode-se identificar o crescimento da malha urbana em alguns pontos ao longo da Avenida Salgado Filho, principalmente na direção da Avenida Capanema. Nas proximidades do Matadouro Municipal verifica-se uma concentração de vias (em direção ao Rio Belém).



A perspectiva mostra o relevo da região do Guabirotuba e revela a cota mais alta da Avenida Salgado Filho em relação ao Rio Belém.

A perspectiva mostra o relevo da região do Guabirotuba e revela que, na sua cota mais alta em relação ao Rio Belém, encontra-se a Avenida Salgado Filho.



Final da década de 1950 - Vista aérea do conjunto arquitetônico do Hospício Nossa Senhora da Luz.Fonte: Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

Final da década de 1950 – Vista aérea do conjunto arquitetônico do Hospício Nossa Senhora da Luz.

Fonte: Pontifícia Universidade Católica do Paraná.



Final da década de 1950 - Vista aérea do conjunto arquitetônico do Hospício Nossa Senhora da Luz.Fonte: Pontifícia Universidade Católica do Paraná.Ao fundo, o bairro do Guabirotuba.

Final da década de 1950 – Vista aérea do conjunto arquitetônico do Hospício Nossa Senhora da Luz.

Fonte: Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

Ao fundo, o bairro do Guabirotuba.



Final da década de 1950 - Vista aérea do conjunto arquitetônico do Hospício Nossa Senhora da Luz.Fonte: Pontifícia Universidade Católica do Paraná.Ao fundo, o bairro do Guabirotuba.

Final da década de 1950 – Vista aérea do conjunto arquitetônico do Hospício Nossa Senhora da Luz.

Fonte: Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

Ao fundo, o bairro do Guabirotuba.



Décadas de 1950 e 1960: inicia-se uma nova etapa de loteamentos.

O Guabirotuba, assim como outros bairros da zona suburbana, apresenta um crescimento demográfico impulsionado por grandes loteamentos – como os jardins Somafra e Guabirotuba. Nos jornais, os anúncios de venda de lotes se multiplicam, destacando a infraestrutura existente: “Lotes Bairro Guabirotuba: Vende-se próximo ao matadouro alto e lindo panorama, luz, água da rede e próximo à condução”.61


1953: Propaganda da empresa Somafra Urbanizadora Ltda. que apresenta três loteamentos: os Jardim Boqueirão, e Somafra já vendidos e o Jardim Urano. O Jardim Somafra localiza-se próximo ao Matadouro Municipal. O desenho mostra o loteamento e indica a localização do Matadouro e do Grupo Escolar Elísio Vianna. A propaganda promete um lucro de 100% em um ano e anuncia terrenos de 223 m2 a 502 m² no “loteamento mais central de Curitiba”. In: ROSA, Sá Barreto. Curitiba. Monografia editada sob os auspícios da Prefeitura Municipal. Curitiba: Habitat, 1952.

1953

Propaganda da empresa Somafra Urbanizadora Ltda. que apresenta três loteamentos: o Jardim Boqueirão, o Jardim Somafra – já vendidos – e o Jardim Urano. O Jardim Somafra localiza-se próximo ao Matadouro Municipal. O desenho mostra o loteamento e indica a localização do Matadouro e do Grupo Escolar Elísio Vianna. A propaganda promete um lucro de 100% em um ano e anuncia terrenos de 223 m2 a 502 m² no “loteamento mais central de Curitiba”.

In: ROSA, Sá Barreto. Curitiba. Monografia editada sob os auspícios da Prefeitura Municipal. Curitiba: Habitat, 1952.



In: Jornal Correio do Paraná. Ano I, n.° 139. Curitiba: 10 de novembro de 1959. p.9.

In: Jornal Correio do Paraná. Ano I, n.° 139. Curitiba: 10 de novembro de 1959. p.9.



In: Jornal Correio do Paraná. Ano I, n.° 158. Curitiba: 2 de dezembro de 1959. p.13.

In: Jornal Correio do Paraná. Ano I, n.° 158. Curitiba: 2 de dezembro de 1959. p.13.



In: Jornal Correio do Paraná. Ano I, n.° 169. Curitiba: 15 de dezembro de 1959. p.11.

In: Jornal Correio do Paraná. Ano I, n.° 169. Curitiba: 15 de dezembro de 1959. p.11.



In: Jornal Correio do Paraná. Ano I, n.° 169. Curitiba: 15 de dezembro de 1959. p.11.

In: Jornal Correio do Paraná. Ano I, n.° 169. Curitiba: 15 de dezembro de 1959. p.11.



Os loteamentos e as construções passam a receber financiamento da Caixa de Habitação Popular do Estado do Paraná (CHPEP) e, em 1953, um novo conjunto habitacional é inaugurado no Jardim Santa Bárbara. Possui cinquenta e seis residências e denomina-se Jardim das Américas.62 Seis anos depois, são entregues 118 casas, as quais, juntamente com outras 84 existentes, formam o conjunto residencial Governador Moysés Lupion, localizado na Estrada Federal BR-2, também no Jardim das Américas.63


As imagens mostram as casas em construção no Jardim das Américas.A atividade da Caixa de Habitação Popular no ano do Centenário. In: Jornal O Estado do Paraná. Ano III, n.° 725. Curitiba: 19 de dezembro de 1953. p.46.

As imagens mostram as casas em construção no Jardim das Américas.

A atividade da Caixa de Habitação Popular no ano do Centenário. In: Jornal O Estado do Paraná. Ano III, n.° 725. Curitiba: 19 de dezembro de 1953. p.46.



Entregue pela Caixa de Habitação Popular ontem no Jardim das Américas um conjunto de 118 casas.In: Jornal Correio do Paraná. Ano 1, n.° 79. Curitiba: 31 de agosto de 1959. p.7.

In: Jornal Correio do Paraná. Ano 1, n.° 79. Curitiba: 31 de agosto de 1959. p.7.



1950-1964 - Densidade Demográfica no Guabirotuba.Fontes:  SOCIEDADE SERETE ESTUDOS E PROJETOS LTDA. A Situação – Densidade Demográfica por unidade de Vizinhança em 1950 – maio de 1965. Escala 1:25000. Prancha 1.1 4. Arquivo Digital;  Idem. A Situação – Densidade Demográfica por unidade de Vizinhança em 1960 – maio de 1965. Escala 1:25000. Prancha 1.1 5. Arquivo Digital. Acervo: IPPUC / Arquivo Público Municipal; e Idem. A Situação – Densidade Demográfica por unidade de Vizinhança em 1964 – maio de 1965. Escala 1:25000. Prancha 1.1 7. Arquivo Digital. Acervo: IPPUC / Arquivo Público Municipal. Os três mapas apresentam a densidade demográfica de Curitiba nos anos de 1950, 1960 e 1964. Elaborados para dar embasamento ao Plano Preliminar de Urbanismo (que posteriormente se transformaria no Plano Diretor de 1967), os desenhos mostram, neste período, a efetiva ocupação do Guabirotuba. Em 1950, a região possui uma densidade demográfica baixa entre 0 a 5 hab/ha, e com “construções esparsas”.  Dez anos depois, a área entre a Avenida Salgado Filho e o Rio Belém (de terrenos alagadiços)atinge , 11 a 30 hab/ha. Em 1964, observa-se o avanço para a região entre as avenidas Salgado filho e Comendador Franco, com terrenos mais secos, consolidando o processo de loteamento iniciado em 1950.

1950-1964 – Densidade Demográfica no Guabirotuba.

Fontes:
SOCIEDADE SERETE ESTUDOS E PROJETOS LTDA. A Situação – Densidade Demográfica por unidade de Vizinhança em 1950 – maio de 1965. Escala 1:25000. Prancha 1.1 4. Arquivo Digital;
Idem. A Situação – Densidade Demográfica por unidade de Vizinhança em 1960 – maio de 1965. Escala 1:25000. Prancha 1.1 5. Arquivo Digital. Acervo: IPPUC / Arquivo Público Municipal; e
Idem. A Situação – Densidade Demográfica por unidade de Vizinhança em 1964 – maio de 1965. Escala 1:25000. Prancha 1.1 7. Arquivo Digital. Acervo: IPPUC / Arquivo Público Municipal.

Os três mapas apresentam a densidade demográfica de Curitiba nos anos de 1950, 1960 e 1964. Elaborados para dar embasamento ao Plano Preliminar de Urbanismo (que posteriormente se transformaria no Plano Diretor de 1967), os desenhos mostram, neste período, a efetiva ocupação do Guabirotuba. Em 1950, a região possui uma densidade demográfica baixa entre 0 a 5 hab/ha, e com “construções esparsas”.64 Dez anos depois, a área entre a Avenida Salgado Filho e o Rio Belém (de terrenos alagadiços)atinge , 11 a 30 hab/ha. Em 1964, observa-se o avanço para a região entre as avenidas Salgado filho e Comendador Franco, com terrenos mais secos, consolidando o processo de loteamento iniciado em 1950.



1962 -1976 - Mapa do Guabirotuba com a localização de alguns loteamentos aprovados no período.Bases cartográficas: DEPARTAMENTO DE URBANISMO/PMC. Planta da Cidade de Curitiba. Escala 1:10.000. 1 prancha. Curitiba, março de 1962. Arquivo Digital. Acervo: Arquivo Público Municipal/ Instituto de Pesquisa e Planejamento de Curitiba (IPPUC); eIPPUC. Curitiba e Arredores. Planta Preliminar de Arruamento. Escala 1:20.000. 1 prancha. Curitiba, abril de 1976. Arquivo Digital. Acervo: Arquivo Público Municipal/ Instituto de Pesquisa e Planejamento de Curitiba (IPPUC). Nas décadas de 1950 a 1970, multiplicam-se os pedidos de loteamento de terrenos no Guabirotuba. O processo de ocupação do bairro é perceptível na comparação dos mapas. Os desenhos mostram aumento significativo da malha urbana no período 1962 a 1976. A Avenida Comendador Franco, e várias de suas transversais, estavam projetadas no início da década de 60. Quatorze anos depois, são construídas, juntamente a outras nas áreas leste e sul do bairro. O arruamento registrado no Mapa de 1976 permanece praticamente inalterado até o presente, indicando que no período delineou-se a forma urbana do Guabirotuba.

1962 -1976 – Mapa do Guabirotuba com a localização de alguns loteamentos aprovados no período.

Bases cartográficas: DEPARTAMENTO DE URBANISMO/PMC. Planta da Cidade de Curitiba. Escala 1:10.000. 1 prancha. Curitiba, março de 1962. Arquivo Digital. Acervo: Arquivo Público Municipal/ Instituto de Pesquisa e Planejamento de Curitiba (IPPUC); eIPPUC. Curitiba e Arredores. Planta Preliminar de Arruamento. Escala 1:20.000. 1 prancha. Curitiba, abril de 1976. Arquivo Digital. Acervo: Arquivo Público Municipal/ Instituto de Pesquisa e Planejamento de Curitiba (IPPUC).

Nas décadas de 1950 a 1970, multiplicam-se os pedidos de loteamento de terrenos no Guabirotuba. O processo de ocupação do bairro é perceptível na comparação dos mapas. Os desenhos mostram aumento significativo da malha urbana no período 1962 a 1976. A Avenida Comendador Franco, e várias de suas transversais, estavam projetadas no início da década de 60.65 Quatorze anos depois, são construídas, juntamente a outras nas áreas leste e sul do bairro. O arruamento registrado no Mapa de 1976 permanece praticamente inalterado até o presente, indicando que no período delineou-se a forma urbana do Guabirotuba.



A seguir, alguns projetos de loteamentos no Bairro do Guabirotuba, aprovados nas décadas de 1950 e 1960.

1 – Jardim Somafra em 1953;
2 – Jardim Guabirotuba em 1956;
3 – Loteamento para Rubens M. Santos em 1957;
4 – Planta Arlete em 1960 e
5 e 6 – Loteamento para Herdeiros de Maria L. Oliveira em 1964 e 1968.


Loteamento Jardim Somafra - terreno de 29.000,00 m², com 76 lotes – aprovado pela Prefeitura Municipal em 16/1/1953. Fonte: SOMAFRA URBANIZADORA LTDA. Projeto de loteamento do terreno denominado Jardim Somafra, situado no Bairro do Guabirotuba, em Curitiba. Escala 1:1000. 1 Prancha. Arquivo Digital. Acervo: Cadastro Técnico/Secretaria Municipal de Urbanismo.

Loteamento Jardim Somafra – terreno de 29.000,00 m², com 76 lotes – aprovado pela Prefeitura Municipal em 16/1/1953.

Fonte: SOMAFRA URBANIZADORA LTDA. Projeto de loteamento do terreno denominado Jardim Somafra, situado no Bairro do Guabirotuba, em Curitiba. Escala 1:1000. 1 Prancha. Arquivo Digital. Acervo: Cadastro Técnico/Secretaria Municipal de Urbanismo.



1956 - Loteamento Jardim Guabirotuba, aprovado pela Prefeitura Municipal em 22/2/1956.Fonte: BANCO HIPOTECÁRIO LAR BRASILEIRO S.A. Planta Jardim Guabirotuba. Escala 1:1000. Prancha 02. Arquivo Digital. Acervo: Cadastro Técnico/Secretaria Municipal de Urbanismo.

1956 – Loteamento Jardim Guabirotuba, aprovado pela Prefeitura Municipal em 22/2/1956.

Fonte: BANCO HIPOTECÁRIO LAR BRASILEIRO S.A. Planta Jardim Guabirotuba. Escala 1:1000. Prancha 02. Arquivo Digital. Acervo: Cadastro Técnico/Secretaria Municipal de Urbanismo.



1957 - Loteamento no Bairro Guabirotuba – área do terreno 33.035,01 m² e 47 lotes-, aprovado pela Prefeitura Municipal em 28/9/1957.Fonte: SANTOS, RUBENS MENDES. Projeto de loteamento de um terreno de propriedade de herdeiros de Antonio Stival. Escala 1:1000. 1 Prancha. Arquivo Digital. Acervo: Cadastro Técnico/Secretaria Municipal de Urbanismo.

1957 – Loteamento no Bairro Guabirotuba – área do terreno 33.035,01 m² e 47 lotes-, aprovado pela Prefeitura Municipal em 28/9/1957.

Fonte: SANTOS, RUBENS MENDES. Projeto de loteamento de um terreno de propriedade de herdeiros de Antonio Stival. Escala 1:1000. 1 Prancha. Arquivo Digital. Acervo: Cadastro Técnico/Secretaria Municipal de Urbanismo.



1960 - Loteamento Planta Arlete – terreno com 26.320,56 m² e 32 lotes, aprovado pela Prefeitura Municipal em 13/1/1960.Fonte: MARTINS, MOYSÉS. Planta Arlete. Escala 1:500. 1 Prancha. Arquivo Digital. Acervo: Cadastro Técnico/Secretaria Municipal de Urbanismo.

1960 – Loteamento Planta Arlete – terreno com 26.320,56 m² e 32 lotes, aprovado pela Prefeitura Municipal em 13/1/1960.

Fonte: MARTINS, MOYSÉS. Planta Arlete. Escala 1:500. 1 Prancha. Arquivo Digital. Acervo: Cadastro Técnico/Secretaria Municipal de Urbanismo.



1964 - Divisão de terreno com 31.729,00 m² em 20 lotes, aprovado pela Prefeitura Municipal em 21/8/1964.Fonte: Divisão do terreno pertencente aos herdeiros de Maria Luiza de Oliveira. Escala 1:1000. 1 Prancha. Arquivo Digital. Acervo: Cadastro Técnico/Secretaria Municipal de Urbanismo.

1964 – Divisão de terreno com 31.729,00 m² em 20 lotes, aprovado pela Prefeitura Municipal em 21/8/1964.

Fonte: Divisão do terreno pertencente aos herdeiros de Maria Luiza de Oliveira. Escala 1:1000. 1 Prancha. Arquivo Digital. Acervo: Cadastro Técnico/Secretaria Municipal de Urbanismo.



1968 - Divisão de terreno com 20.800,00 m² em 25 lotes, aprovado pela Prefeitura Municipal em 31/7/1968.Fonte: Planta de divisão em lotes do terreno pertencente aos herdeiros de Maria Luiza de Oliveira. Escala 1:1000. 1 Prancha. Arquivo Digital. Acervo: Cadastro Técnico/Secretaria Municipal de Urbanismo.

1968 – Divisão de terreno com 20.800,00 m² em 25 lotes, aprovado pela Prefeitura Municipal em 31/7/1968.

Fonte: Planta de divisão em lotes do terreno pertencente aos herdeiros de Maria Luiza de Oliveira. Escala 1:1000. 1 Prancha. Arquivo Digital. Acervo: Cadastro Técnico/Secretaria Municipal de Urbanismo.



Décadas de 1950 e 1960: diversas instituições instalam-se no Guabirotuba.

Simultaneamente aos loteamentos, equipamentos urbanos também são instalados na região. O Sanatório São Carlos é inaugurado em 22 de dezembro de 1953. No ano anterior, em 2 de janeiro de 1952, a Liga Paranaense de Combate ao Câncer (LPCC) recebe em doação um terreno de 62.500 m², onde construirá o Hospital Erasto Gaertner.66 O Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná, iniciado na década de 50, é inaugurado em 1961 na região destinada, pelo Plano Agache, à Cidade Universitária.


1976 - Mapa do Guabirotuba com a localização das principais instituições sediadas na região.Base cartográfica: IPPUC. Curitiba e Arredores. Planta Preliminar de Arruamento. Escala 1:20.000. 1 prancha. Curitiba, abril de 1976. Arquivo Digital. Acervo: Arquivo Público Municipal/Instituto de Pesquisa e Planejamento de Curitiba (IPPUC).

1976 – Mapa do Guabirotuba com a localização das principais instituições sediadas na região.

Base cartográfica: IPPUC. Curitiba e Arredores. Planta Preliminar de Arruamento. Escala 1:20.000. 1 prancha. Curitiba, abril de 1976. Arquivo Digital. Acervo: Arquivo Público Municipal/Instituto de Pesquisa e Planejamento de Curitiba (IPPUC).



Década de 1960 - Vista aérea do Centro Politécnico.Fonte: Setor de Tecnologia da Universidade Federal do Paraná.No centro da imagem, o conjunto arquitetônico do Centro Politécnico; à esquerda, o Hospital Erasto Gaetner e, em seguida, parte da Avenida Comendador Franco.

Década de 1960 – Vista aérea do Centro Politécnico.

Fonte: Setor de Tecnologia da Universidade Federal do Paraná.

No centro da imagem, o conjunto arquitetônico do Centro Politécnico; à esquerda, o Hospital Erasto Gaetner e, em seguida, parte da Avenida Comendador Franco.



Década de 1960 - Vista aérea do Centro Politécnico.Fonte: Setor de Tecnologia da Universidade Federal do Paraná.No centro da imagem, ladeando o conjunto arquitetônico do Centro Politécnico, encontra-se a recém-construída BR-2. É possível constatar a ocupação rarefeita da região.

Década de 1960 – Vista aérea do Centro Politécnico.

Fonte: Setor de Tecnologia da Universidade Federal do Paraná.

No centro da imagem, ladeando o conjunto arquitetônico do Centro Politécnico, encontra-se a recém-construída BR-2. É possível constatar a ocupação rarefeita da região.



Década de 1960 - Vista do Centro Politécnico a partir da BR-2.Fonte: Setor de Tecnologia da Universidade Federal do Paraná.

Década de 1960 – Vista do Centro Politécnico a partir da BR-2.

Fonte: Setor de Tecnologia da Universidade Federal do Paraná.



Fonte: Álbum do Natal do Centenário do Paraná. Curitiba: Revista A Divulgação, 1953.

Fonte: Álbum do Natal do Centenário do Paraná. Curitiba: Revista A Divulgação, 1953.



A grande extensão de áreas disponíveis favorece a instalação de instituições religiosas e educandários. Entre 1954 e 1957, em uma área de 145.000 m² ocorre a construção do Colégio Nossa Senhora Medianeira. Em 18 de março de 1962, é concluído o Convento Carmelo de Nossa Senhora da Assunção e São José. Em 1965, instala-se no Guabirotuba a Congregação das Irmãs Felicianas; e, no ano seguinte, a Escola Nossa Senhora da Assunção.


Década de 1950 - Vista aérea do Colégio Medianeira em construção.Fonte: Colégio Medianeira.

Década de 1950 – Vista aérea do Colégio Medianeira em construção.

Fonte: Colégio Medianeira.



Década de 1950 - Colégio Medianeira e os ônibus escolares.Fonte: Colégio Medianeira.

Década de 1950 – Colégio Medianeira e os ônibus escolares.

Fonte: Colégio Medianeira.



Década de 1950 - No primeiro plano, Colégio Medianeira em construção.Fonte: Colégio Medianeira.

Década de 1950 – No primeiro plano, Colégio Medianeira em construção.

Fonte: Colégio Medianeira.



Década de 1950 - Vista do Guabirotuba, a partir do Colégio Medianeira. Fonte: Colégio Medianeira.

Década de 1950 – Vista do Guabirotuba, a partir do Colégio Medianeira.

Fonte: Colégio Medianeira.



Década de 1950 - Vista do Guabirotuba, a partir do Colégio Medianeira. Fonte: Colégio Medianeira.

Década de 1950 – Vista do Guabirotuba, a partir do Colégio Medianeira.

Fonte: Colégio Medianeira.



Depoimento de Paulo Francisco de Souza Vitola, integrante da primeira turma de alunos do Colégio Medianeira, no ano de 1957. No texto, Paulo descreve a viagem até a escola:

“A viagem
O que hoje é perto, naquele tempo era longe. O Medianeira era longe. Ficava para lá do Prado Velho, no Guabirotuba, num lugar conhecido como Corte Branco, perto do caminho do Uberaba. Quer dizer: do outro lado da cidade.
O Medianeira estava situado na periferia desta cidade. Para a nossa noção de distância, era longe.
A viagem no ônibus dirigido por um senhor corado, gordote, de olhos claros e bigode espesso, meio grisalho, o Seu Luís, passava por parte do Bigorrilho, parte do Batel, parte do Centro, do Capanema.
Cruzava a ferrovia, passando ao lado da Usina da Força e Luz que abastecia Curitiba. Ali, estavam localizadas algumas das poucas indústrias da cidade: a Fiat Lux, a Fontana, o Matte Leão (o cheiro de mate queimado até hoje faz com que eu me sinta passageiro do Bandeira Amarela).
Adiante, o ônibus passava ao largo de um curioso Paiol de Pólvora, já inativo, e da ainda imponente arquibancada do Prado.
Na altura do Matadouro Municipal, depois da ponte do Belém, ele subia o morro por uma estradinha argilosa e derrapante. O caminho margeava o profundo corte feito a trator por onde ia passar a BR-2, estrada que o Juscelino ia asfaltar, ligando Curitiba a São Paulo, a Porto Alegre. Virando à esquerda, um pouco antes do Campo do Britânia, o ônibus pegava uma descida, atravessava o mata-burro e seguia por uma reta que dava vista para a casa dos padres e o prédio do ginásio em construção, e para os campos de futebol: o campo grande, os campos pequenos que terminavam num barranco.
O Medianeira ficava logo depois. Em frente a um bosque coalhado de pitangueiras.”



1959 (6 de agosto): é inaugurado o trecho Curitiba-Lajes da BR-2, com 357 quilômetros de extensão. A estrada, toda asfaltada, separa o Guabirotuba e seu entorno do centro da cidade.


1953-1957 - Mapa de Curitiba.Fonte: DIRETORIA DO SERVIÇO GEOGRÁFICO – M. GUERRA. Planta de Curitiba. Escala 1:50000. Levantamento de 1953 e edição de 1958. 1 prancha. Arquivo Digital; e DIRETORIA DO SERVIÇO GEOGRÁFICO – M. GUERRA. Planta de Piraquara. Escala 1:50000. Levantamento de 1957 e edição de 1959. 1 prancha. Arquivo Digital. Acervo: Arquivo Público Municipal.O mapa, finalizado no ano de 1957, já apresenta o traçado da BR-2 (trecho Curitiba-Lages), inaugurada dois anos depois. No detalhe, destaca-se a região do Guabirotuba, cujo perímetro, definido apenas em 1975, encontra-se tracejado. Poucas são as vias existentes: a Avenida Salgado Filho, algumas diminutas transversais e uma estrada que começa nessa via e termina atrás do Sanatório São Carlos.

1953-1957 – Mapa de Curitiba.

Fonte: DIRETORIA DO SERVIÇO GEOGRÁFICO – M. GUERRA. Planta de Curitiba. Escala 1:50000. Levantamento de 1953 e edição de 1958. 1 prancha. Arquivo Digital; e DIRETORIA DO SERVIÇO GEOGRÁFICO – M. GUERRA. Planta de Piraquara. Escala 1:50000. Levantamento de 1957 e edição de 1959. 1 prancha. Arquivo Digital. Acervo: Arquivo Público Municipal.

O mapa, finalizado no ano de 1957, já apresenta o traçado da BR-2 (trecho Curitiba-Lages), inaugurada dois anos depois. No detalhe, destaca-se a região do Guabirotuba, cujo perímetro, definido apenas em 1975, encontra-se tracejado. Poucas são as vias existentes: a Avenida Salgado Filho, algumas diminutas transversais e uma estrada que começa nessa via e termina atrás do Sanatório São Carlos.



1959 - Croquis do trecho Curitiba-Lages da BR-2.In: Jornal Correio do Paraná. Ano 1, n.° 59. Curitiba: 6 de agosto de 1959. p.1.

1959 – Croquis do trecho Curitiba-Lages da BR-2.

In: Jornal Correio do Paraná. Ano 1, n.° 59. Curitiba: 6 de agosto de 1959. p.1.



Final da década de 1950 - Em primeiro plano, o marco-zero da Rodovia Curitiba-Lajes, trecho da antiga BR-2. Ao fundo, a Avenida Marechal Floriano, em direção ao centro da cidade. Acervo: Departamento Estadual de Estradas e Rodagem (DER/PR).

Final da década de 1950 – Em primeiro plano, o marco zero da Rodovia Curitiba-Lajes, trecho da antiga BR-2. Ao fundo, a Avenida Marechal Floriano, em direção ao centro da cidade.

Acervo: Departamento Estadual de Estradas e Rodagem (DER/PR).



Final da década de 1950 - Rodovia Curitiba-Lajes, trecho da antiga BR-2 na altura do marco zero, situado em seu cruzamento com a Avenida Marechal Floriano.Acervo: Departamento Estadual de Estradas e Rodagem (DER/PR).

Final da década de 1950 – Rodovia Curitiba-Lajes, trecho da antiga BR-2 na altura do marco zero, situado em seu cruzamento com a Avenida Marechal Floriano.

Acervo: Departamento Estadual de Estradas e Rodagem (DER/PR).



Final da década de 1950 - Rodovia Curitiba-Lajes, trecho da antiga BR-2, na altura do cruzamento com a Avenida Salgado Filho.Acervo: Departamento Estadual de Estradas e Rodagem (DER/PR).

Final da década de 1950 – Rodovia Curitiba-Lajes, trecho da antiga BR-2, na altura do cruzamento com a Avenida Salgado Filho.

Acervo: Departamento Estadual de Estradas e Rodagem (DER/PR).



Final da década de 1950 - Rodovia Curitiba-Lajes, trecho da antiga BR-2, na altura do cruzamento com a Avenida Salgado Filho.Acervo: Departamento Estadual de Estradas e Rodagem (DER/PR).

Final da década de 1950 – Rodovia Curitiba-Lajes, trecho da antiga BR-2, na altura do cruzamento com a Avenida Salgado Filho.

Acervo: Departamento Estadual de Estradas e Rodagem (DER/PR).



1964-1980: infraestrutura do Guabirotuba.

Os loteamentos em curso e os índices crescentes da densidade demográfica nas décadas de 1950 a 1970 são indicadores da ocupação do Guabirotuba. No entanto, este processo não garantiu a urbanização homogênea do bairro. Os diversos mapas apresentados a seguir revelam uma “ocupação descontínua e anárquica”67, que não propiciou aos seus moradores o usufruto de infraestrutura urbana plena. As principais vias que passam pela região (Avenida Salgado Filho, Avenida Comendador Franco, a BR-2) foram, certamente, indutoras desta ocupação, porém a implantação de serviços urbanos – como a pavimentação das novas ruas e a instalação das redes de saneamento e de energia elétrica – não foi simultânea.


1965_infraestrutura

Fontes:
1 – SOCIEDADE SERETE ESTUDOS E PROJETOS LTDA. A Situação – Áreas Loteadas e Construções. Escala 1:25000. Prancha 1.2.1. Arquivo Digital;
2 – Idem. A Situação – Rede de Abastecimento de Água – maio de 1965. Escala 1:25000. Prancha 1.2.2. Arquivo Digital;
3 – Idem. A Situação – Rede de Distribuição de Esgoto – maio de 1965. Escala 1:25000. Prancha 1.2.3. Arquivo Digital;
4 – Idem. A Situação – Esquema de Pavimentação Urbana – maio de 1965. Escala 1:25000. Prancha 1.2 4. Arquivo Digital;
5 – Idem. A Situação – Rede de Energia Elétrica – maio de 1965. Escala 1:25000. Prancha 1.2.5. Arquivo Digital; e
6 – Idem. A Situação – Rede Pública de Iluminação – maio de 1965. Escala 1:25000. Prancha 1.2.7.
Arquivo Digital.Acervo: IPPUC / Arquivo Público Municipal.

Os seis mapas traçam um panorama da infraestrutura instalada no Guabirotuba em meados da década de 1960. Elaborados para dar embasamento ao Plano Preliminar de Urbanismo (que posteriormente se transformaria no Plano Diretor de 1967), os desenhos revelam que:
1. as construções encontram-se majoritariamente ao longo da Avenida Senador Salgado Filho e no loteamento Jardim Guabirotuba (aprovado pela Prefeitura de Curitiba em 1956). As futuras Avenida Comendador Franco e a Rua José Rietmeyer apresentam algumas concentrações de edifícios;
2. em relação à distribuição de água, a tubulação existente (linha contínua) acompanha o leito da Avenida Salgado Filho e o arruamento do Jardim Guabirotuba. A rede projetada (linha tracejada) situa-se apenas ao longo da Rua José Rietmeyer e, em um pequeno trecho, entre esta e o Rio Belém. Naquele momento, apenas 44 % da população curitibana era atendida por este serviço;
3. na região não havia rede de esgoto, contando apenas com um ponto de efluência nos emissários (circulo preto) no encontro do Rio Belém com a Avenida Salgado Filho, ou seja, todo o esgoto recolhido pelo Rio Belém na sua travessia pela cidade, passava pelo Guabirotuba;
4. a pavimentação existente limitava-se à Avenida Salgado Filho e a um pequeno trecho do Jardim Guabirotuba;
5. a rede de energia elétrica estava presente na Avenida Salgado Filho, em algumas de suas transversais, na futura Avenida Comendador Franco e em parte da futura Rua José Rietmeyer;
6. por fim, a iluminação pública existia apenas na Avenida Salgado Filho.



1963 - Asfaltamento da Avenida Salgado Filho.Fonte: Coleção Arthur Wischral. Acervo: Casa da Memória / Diretoria do Patrimônio Cultural / Fundação Cultural de Curitiba.

1963 – Asfaltamento da Avenida Salgado Filho.

Fonte: Coleção Arthur Wischral. Acervo: Casa da Memória / Diretoria do Patrimônio Cultural / Fundação Cultural de Curitiba.



1963 - Asfaltamento da Avenida Salgado Filho.Fonte: Coleção Arthur Wischral. Acervo: Casa da Memória / Diretoria do Patrimônio Cultural / Fundação Cultural de Curitiba.

1963 – Asfaltamento da Avenida Salgado Filho.

Fonte: Coleção Arthur Wischral. Acervo: Casa da Memória / Diretoria do Patrimônio Cultural / Fundação Cultural de Curitiba.



1966:

POVO ESTÁ SEM ÔNIBUS NO GUABIROTUBA
Alguns moradores de bairros distantes estão reclamando contra a falta de ônibus depois da meia noite e contra o reduzido número de coletivos operando mesmo durante o dia. Uma das linhas onde a deficiência é sentida é a do Guabirotuba, cujos ônibus, em número inferior à demanda, trafegam sempre super lotados, além da grande demora sentida. Acham os moradores do Guabirotuba que a empresa poderia colocar mais alguns carros em serviço, reduzindo consideravelmente o tempo de espera que se verifica nos pontos. (…) No Guabirotuba, apenas dois ônibus fazem o trajeto determinando demora de quase uma hora entre a passagem dos coletivos.
Madrugada
Como solução para o problema, aventa a possibilidade de ser estabelecido novo horário para os coletivos, com o aumento da frota que serve o Guabirotuba em pelo menos mais dois carros. O problema da falta de ônibus depois da meia noite também seria resolvido se a empresa concessionária determinasse o funcionamento de ônibus de hora em hora. Afirmam que, muitas vezes, as pessoas que trabalham à noite ou mesmo que saem à passeio e que vão ao cinema na última sessão, se obrigam a voltar para casa a pé ou se sujeitam ao pagamento de tarifas elevadas dos taxis que, no período noturno, cobram a tabela 2. Acreditam que, com um pouco de boa vontade e respeito aos usuários esses problemas serão resolvidos, encerrando-se definitivamente o drama que vivem.
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1975 (21 de outubro) – Decreto Municipal n.° 774, delimita os bairros de Curitiba. O Guabirotuba permanece com a configuração estabelecida neste documento.In: Diário Oficial do Estado do Paraná. Atos do Município de Curitiba. Ano X, n.° 45. Curitiba: 29 de outubro de 1975. p.3.

1975 (21 de outubro) – Decreto Municipal n.° 774, delimita os bairros de Curitiba. O Guabirotuba permanece com a configuração estabelecida neste documento.

In: Diário Oficial do Estado do Paraná. Atos do Município de Curitiba. Ano X, n.° 45. Curitiba: 29 de outubro de 1975. p.3.



1975: o edifício do matadouro do Guabirotuba esta desocupado e o terreno sendo utilizado como depósito pela prefeitura.69


1980 - Infraestrutura no Guabirotuba.Fonte: CURITIBA: Uma experiência em Planejamento. Projeto Cura Piloto Jardim das Américas e Guabirotuba.Os mapas traçam o panorama de parte do bairro do Guabirotuba em 1974. Os desenhos mostram que a densidade demográfica intensifica-se, com uma ocupação majoritariamente residencial. A pavimentação com asfalto restringe-se à Avenida Salgado Filho e a duas quadras da atual Rua Deputado Leoberto Leal. O revestimento predominante é o saibro. As linhas de ônibus do transporte coletivo circulam pelas avenidas Salgado Filho e Comendador Franco e atual Rua Dr. Alcides Vieira Arcoverde. A área de atuação do Projeto CURA possui “252 ha que abriga uma população aproximada de 10.000 habitantes cuja renda é de 5,2 salários mínimos regionais, carente de infraestrutura, equipamentos comunitários e, principalmente, serviços”. Apresenta uma ocupação residencial “relativamente intensa” nos últimos cinco anos, alavancada pela implantação do Conjunto Residencial INOCOOP. A região possui 2.161 unidades habitacionais, construídas na maioria há menos de 10 anos, indicando o intenso processo de ocupação da região. O padrão construtivo é classificado como “médio” e o estado de conservação varia de “regular (30%) para bom (59,9%)”. Predominam as residências com quatro a seis dependências, (52,3%) seguidas daquelas com sete a dez ambientes, (38,3%). A ocupação da área é homogênea, com edificações em alvenaria de tijolos, construídas em lotes de 470 m. A rede viária atinge 40,6 km, dos quais apenas 8,6 km são pavimentados com “paralelepípedo, saibro (macadame) ou tratamento anti-pó”. A iluminação pública e as redes de abastecimento de energia elétrica e de água potável atendem toda a região; já o esgoto sanitário, apenas 20%, e as galerias pluviais, 40%.

1980 – Infraestrutura no Guabirotuba.

Fonte: CURITIBA: Uma experiência em Planejamento. Projeto Cura Piloto Jardim das Américas e Guabirotuba.

Os mapas traçam o panorama de parte do bairro do Guabirotuba em 1974. Os desenhos mostram que a densidade demográfica intensifica-se, com uma ocupação majoritariamente residencial. A pavimentação com asfalto restringe-se à Avenida Salgado Filho e a duas quadras da atual Rua Deputado Leoberto Leal. O revestimento predominante é o saibro. As linhas de ônibus do transporte coletivo circulam pelas avenidas Salgado Filho e Comendador Franco e atual Rua Dr. Alcides Vieira Arcoverde.
A área de atuação do Projeto CURA possui “252 ha que abriga uma população aproximada de 10.000 habitantes cuja renda é de 5,2 salários mínimos regionais, carente de infraestrutura, equipamentos comunitários e, principalmente, serviços”. Apresenta uma ocupação residencial “relativamente intensa” nos últimos cinco anos, alavancada pela implantação do Conjunto Residencial INOCOOP. A região possui 2.161 unidades habitacionais, construídas na maioria há menos de 10 anos, indicando o intenso processo de ocupação da região. O padrão construtivo é classificado como “médio” e o estado de conservação varia de “regular (30%) para bom (59,9%)”. Predominam as residências com quatro a seis dependências, (52,3%) seguidas daquelas com sete a dez ambientes, (38,3%). A ocupação da área é homogênea, com edificações em alvenaria de tijolos, construídas em lotes de 470 m. A rede viária atinge 40,6 km, dos quais apenas 8,6 km são pavimentados com “paralelepípedo, saibro (macadame) ou tratamento anti-pó”. A iluminação pública e as redes de abastecimento de energia elétrica e de água potável atendem toda a região; já o esgoto sanitário, apenas 20%, e as galerias pluviais, 40%.70



In: PREFEITURA DE CURITIBA. Nosso Bairro Guabirotuba.

In: PREFEITURA DE CURITIBA. Nosso Bairro Guabirotuba.


61 Jornal Correio do Paraná. Ano I, n.° 139. Curitiba: 10 de novembro de 1959. p.9.

62A atividade da Caixa de Habitação Popular no ano do Centenário. In: Jornal O Estado do Paraná. Ano III, n.° 725. Curitiba: 19 de dezembro de 1953. p.46.

63 Entregue pela Caixa de Habitação Popular ontem no Jardim das Américas um conjunto de 118 casas. In: Jornal Correio do Paraná. Ano 1, n.° 97. Curitiba: 31 de agosto de 1959. p.7.

64 PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA/IPPUC. Plano Preliminar de Urbanismo. Curitiba, junho de 1965. 2ª edição. p. 84.

65 A futura Avenida Comendador Franco existia no início da década de 1960. Com o Plano Diretor de 1967, a via é redimensionada, passando a ser a nova ligação Curitiba-São José dos Pinhais.

66 Hospital Erasto Gaertner. Histórico. Disponível em: http://www.erastogaertner.com.br/pagina.php?id=2. Acesso em 16 de junho de 2014.

67 PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA/IPPUC. Plano Preliminar de Urbanismo. Curitiba: junho de 1965. 2ª edição. p. 84.

68 Jornal Gazeta do Povo. Curitiba: 4 de março de 1966. Primeiro caderno.

69 Revista Paraná em Páginas. Ano X, n.° 119. Curitiba: janeiro de 1975. p. 6-9.

70 Curitiba: Uma experiência em Planejamento Urbano. Projeto Cura Piloto: Jardim das Américas e Guabirotuba. Curitiba: outubro de 1974.

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