NO ARRABALDE DO GUABIROTUBA…

A urbanização da região sudeste de Curitiba, onde se localiza o Guabirotuba, é lenta, impulsionada pela gradativa instalação de equipamentos urbanos – tais como o Prado de Corridas, o Matadouro Municipal e o Horto Municipal – e a construção de vias de ligação entre estes e o centro da cidade, destacando-se o prolongamento da Rua São José (depois Marechal Floriano), a estrada e a linha de bondes até o Matadouro e, em seguida, a nova Estrada Curitiba-São José dos Pinhais.


1874 (29 de janeiro): inauguração da sede do Clube e do Prado de Corridas Paranaense, edificada na antiga chácara do major Manoel Assumpção, na margem direita do Rio Água Verde, onde atualmente encontra-se o Hospital Nossa Senhora da Luz. É também construída a primeira via pública de rodagem da região para ligar o Prado de Corridas ao centro da cidade (prolongamento da Rua São José, atual Avenida Marechal Floriano).34


1882 - Mapa do rocio de Curitiba.Fonte: Planta do Rocio de Curitiba. Curitiba: Repartição dos Telegraphos, abril a maio de 1882. Escala 1:10000, 110 x 143 cm. Acervo: Museu Paranaense.No mapa destaca-se a localização da primeira sede do Prado de Corridas (onde atualmente encontra-se o Hospital Nossa Senhora da Luz, na Avenida Marechal Floriano). Nota-se a grande distância entre este e o centro da cidade e a marcação de área alagadiça, problema que acompanhará a trajetória de ocupação do Guabirotuba.

1882 – Mapa do rocio de Curitiba.

Fonte: Planta do Rocio de Curitiba. Curitiba: Repartição dos Telegraphos, abril a maio de 1882. Escala 1:10000, 110 x 143 cm. Acervo: Museu Paranaense.

No mapa destaca-se a localização da primeira sede do Prado de Corridas (onde atualmente encontra-se o Hospital Nossa Senhora da Luz, na Avenida Marechal Floriano). Nota-se a grande distância entre este e o centro da cidade e a marcação de área alagadiça, problema que acompanhará a trajetória de ocupação do Guabirotuba.



1884 (24 de outubro): a Assembleia Provincial doa um terreno no prolongamento da Rua São José, no qual se constrói outro Prado de Corridas.35


1896: instalação dos barracões da Empresa Sanitária.


1897 (24 de outubro): início da primeira etapa de loteamento no Guabirotuba.


In: Jornal A Republica. Orgão do Partido Republicano. Anno XII, n° 145. Curityba, 9 de julho de 1897. p.3.

In: Jornal A Republica. Orgão do Partido Republicano. Anno XII, n° 145. Curityba, 9 de julho de 1897. p.3.



In: Jornal A Republica. Anno XIV, n° 75. Curityba, 5 de abril de 1899. p.3.

In: Jornal A Republica. Anno XIV, n° 75. Curityba, 5 de abril de 1899. p.3.



1898 (18 de abril): assinatura do contrato para construção da Estrada do Guabirotuba, entre o Prado de Corridas e o novo Matadouro Municipal.


Contrato.In: Jornal O Municipio. Orgão da Municipalidade de Curityba: Anno II, n.° 21. Curityba: Typ. da Livraria Economica, 30 de abril de 1898. p.3.

Contrato.

In: Jornal O Municipio. Orgão da Municipalidade de Curityba: Anno II, n.° 21. Curityba: Typ. da Livraria Economica, 30 de abril de 1898. p.3.



1898 (6 de julho): assinatura do contrato para o serviço de transporte de carne verde do novo Matadouro, por intermédio de bondes.


In: Jornal O Municipio. Anno II, n.° 22. Curityba: 23 de julho de 1898. p.4.

In: Jornal O Municipio. Anno II, n.° 22. Curityba: 23 de julho de 1898. p.4.



1899 (28 de maio): inauguração da segunda sede do Prado de Corridas (atualmente situa-se, no local, a Pontifícia Universidade Católica – PUC/PR).


In: Jornal A Republica. Anno XIV, n° 98. Curityba: 3 de maio de 1899. p.4.

In: Jornal A Republica. Anno XIV, n° 98. Curityba: 3 de maio de 1899. p.4.



1905, junho - Prado de Corridas. Fonte: Coleção Julia Wanderley. Acervo: Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.

1905, junho – Prado de Corridas.

Fonte: Coleção Julia Wanderley. Acervo: Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.



1916 - Prado de Corridas.Fonte: Coleção Julia Wanderley. Acervo: Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.

1916 – Prado de Corridas.

Fonte: Coleção Julia Wanderley. Acervo: Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.



1898: as estradas para o Matadouro.


In: Jornal O Municipio. Orgão da Municipalidade de Curityba: Anno II, n.° 39. Curityba: Typ. da Livraria Economica, 3 de setembro de 1898. p.3.

In: Jornal O Municipio. Orgão da Municipalidade de Curityba: Anno II, n.° 39. Curityba: Typ. da Livraria Economica, 3 de setembro de 1898. p.3.



In: Jornal O Municipio. Anno II, n.° 53. Curityba: 10 de dezembro de 1898. p.1.

In: Jornal O Municipio. Anno II, n.° 53. Curityba: 10 de dezembro de 1898. p.1.



1898. A construção da linha de bondes para o matadouro.In: Jornal A Republica. op. cit. Anno XIII, n.° 153. Curityba: 16 de julho de 1898. p.2.

1898. A construção da linha de bondes para o matadouro.

In: Jornal A Republica. op. cit. Anno XIII, n.° 153. Curityba: 16 de julho de 1898. p.2.



1899 (29 de agosto): é inaugurado o Matadouro Municipal do Guabirotuba.


1899 (4 de setembro): é inaugurada a linha de bondes para o Prado e o Matadouro Municipal do Guabirotuba.


1899 - Anúncio da linha de bondes para o Prado de Corridas e o Matadouro.In: Jornal A Republica. op. cit. Anno XIV, n.° 201. Curityba: 7 de setembro de 1899. p.3.

1899 – Anúncio da linha de bondes para o Prado de Corridas e o Matadouro.

In: Jornal A Republica. op. cit. Anno XIV, n.° 201. Curityba: 7 de setembro de 1899. p.3.



1901 - Vista de Curitiba do final da Rua Aquidaban.In: MARTINS, Romário. Almanach do Paraná para 1901. Curytiba, Livraria Economica, 1900.“A bela capital paranaense tem sido, por muitos viajantes ilustres, qualificada como uma das de mais futuro no Brasil. E, realmente, é espantoso o incremento que dia a dia vem tomando esta capital, e isto ininterruptamente. Tudo lhe pronuncia o mais brilhante futuro.”37

1901 – Vista de Curitiba do final da Rua Aquidaban.

In: MARTINS, Romário. Almanach do Paraná para 1901. Curytiba, Livraria Economica, 1900.

“A bela capital paranaense tem sido, por muitos viajantes ilustres, qualificada como uma das de mais futuro no Brasil. E, realmente, é espantoso o incremento que dia a dia vem tomando esta capital, e isto ininterruptamente. Tudo lhe pronuncia o mais brilhante futuro.”36



1901 -  Mapa de Curitiba In: Almanach Paranaense para o ano de 1900. Curityba: Correia & Comp. 1899.Sobre o desenho da cidade está traçado o perímetro do quadro urbano definido em 1903. Fora da sua delimitação, no rocio, estão localizados os empreendimentos inicias na região do Guabirotuba: a primeira sede do Prado de Corridas (1), inaugurada em 1874; a segunda sede (2) e o Matadouro Municipal (3), de 1899. Destaca-se, também, a ligação entre o centro da cidade (Praça Tiradentes) e a primeira sede do Prado de Corridas, datada de 1874 (prolongamento da Rua São José, depois Marechal Floriano); o trecho de estrada entre este e o matadouro, contratada em 1898; e a linha de bondes, inaugurada em 1899.

1901 – Mapa de Curitiba.

In: Almanach Paranaense para o ano de 1900. Curityba: Correia & Comp. 1899.

Sobre o desenho da cidade está traçado o perímetro do quadro urbano definido em 1903. Fora da sua delimitação, no rocio, estão localizados os empreendimentos inicias na região do Guabirotuba: a primeira sede do Prado de Corridas (1), inaugurada em 1874; a segunda sede (2) e o Matadouro Municipal (3), de 1899. Destacam-se, também, a ligação entre o centro da cidade (Praça Tiradentes) e a primeira sede do Prado de Corridas, datada de 1874 (prolongamento da Rua São José, depois Marechal Floriano); o trecho de estrada entre este e o matadouro, contratada em 1898; e a linha de bondes, inaugurada em 1899.



Início do século XX - Rua Sete de Setembro, próximo à Estação Ferroviária.  Acervo: Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.A via sem pavimentação, mas com os trilhos do bonde da linha Matadouro.

Início do século XX – Rua Sete de Setembro, próximo à Estação Ferroviária.

Acervo: Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.

A via sem pavimentação, mas com os trilhos do bonde da linha Matadouro.



1905:1905: Horário de circulação dos bondes.


In: Jornal A Republica. Anno XXI, n° 139. Curityba, 13 de junho de 1905. p.3.

In: Jornal A Republica. Anno XXI, n° 139. Curityba, 13 de junho de 1905. p.3.



1905 - Praça Tiradentes. Coleção Julia Wanderley. Acervo: Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.Ao fundo, o Guabirotuba e escassas construções.

1905 – Praça Tiradentes.

Coleção Julia Wanderley. Acervo: Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.

Ao fundo, o Guabirotuba e escassas construções.



1906 - Mapa de Curitiba.Acervo: Instituto de Pesquisa e Planejamento de Curitiba - IPPUC.O mapa de 1906 mostra as colônias de imigrantes de Curitiba. Na região do Guabirotuba (inserida no “Campo do Uberaba”) não há colônias. O desenho apresenta a localização aproximada do Matadouro Municipal (1) e o leito do Rio Belém (2).

1906 – Mapa de Curitiba.

Acervo: Instituto de Pesquisa e Planejamento de Curitiba – IPPUC.

O mapa de 1906 mostra as colônias de imigrantes de Curitiba. Na região do Guabirotuba (inserida no “Campo do Uberaba”) não há colônias. O desenho apresenta a localização aproximada do Matadouro Municipal (1) e o leito do Rio Belém (2).



1907 (1° de abril): Decreto Estadual n.° 305 cria uma “escola promíscua” – destinada a meninos e meninas – no Guabirotuba e a normalista Maria de Moraes Leinig é nomeada sua regente. Em 1910, conta com 30 alunos matriculados, dos quais 22 a frequentam de fato. Três anos depois, os números de alunos são ampliados, respectivamente, para 35 e 33.37


Lei Estadual que cria uma “escola promíscua” no Guabirotuba.Fonte: Jornal A Republica. op. cit.. Anno XXII, n.° 79. Curityba: 5 de abril de 1907. p.2.

Lei Estadual que cria uma “escola promíscua” no Guabirotuba.

Fonte: Jornal A Republica. op. cit.. Anno XXII, n.° 79. Curityba: 5 de abril de 1907. p.2.



1908: começa a funcionar o Asilo de Alienados, construído no antigo terreno do Prado de Corridas, situado na Rua São José (atual Marechal Floriano). A instituição – que recolhia doentes mentais, desajustados sociais, moradores de rua e, eventualmente, algumas pessoas detidas pela polícia – também tinha como critério de localização o afastamento do núcleo central da capital. Apesar da distância, o bonde permitia fácil acesso à instituição.38

Surgiram, pois, nos terrenos do antigo Prado de corri­das, no final da rua de São José, os três primeiros pavilhões (os de números 1, 2 e 3), além do prédio em que funcionava a cozinha, o gerador de luz e a la­vanderia, tendo no sótão dois quartos e o estendedor de rou­pa.39


1906 - Construção da nova sede do Asilo de Alienados Coleção Julia Wanderley. Acervo: Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.O terreno havia abrigado a primeira sede do Prado de Corridas, em frente à Avenida São José [depois, Marechal Floriano].

1906 – Construção da nova sede do Asilo de Alienados.

Coleção Julia Wanderley. Acervo: Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.

O terreno havia abrigado a primeira sede do Prado de Corridas, em frente à Avenida São José [depois, Marechal Floriano].



1916 - Asilo de Alienados. Coleção Julia Wanderley. Acervo: Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.

1916 – Asilo de Alienados.

Coleção Julia Wanderley. Acervo: Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.



1916 - Asilo de Alienados. Coleção Julia Wanderley. Acervo: Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.

1916 – Asilo de Alienados.

Coleção Julia Wanderley. Acervo: Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.



1908 (março): é concluído o leito da Rua Marechal Floriano “a partir do Quartel do Regimento de Segurança até o novo Asilo de Alienados”40


1908 (31 de outubro): é construído o Depósito de Inflamáveis nas proximidades do Prado de Corridas e da linha férrea.41


 1930 - Região do Prado de Corridas. Ao fundo, o Depósito de Inflamáveis.Fonte: Patrimonio Municipal de Curytiba: em 5 de outubro de 1930. Relatorio e Inventario da Comissão Avaliadora. Acervo: Arquivo Público Municipal.

1930 – Região do Prado de Corridas. Ao fundo, o Depósito de Inflamáveis.

Fonte: Patrimonio Municipal de Curytiba: em 5 de outubro de 1930. Relatorio e Inventario da Comissão Avaliadora. Acervo: Arquivo Público Municipal.



1908: execução da estrada Curitiba-São José dos Pinhais. Em maio, o Governo Estadual concede privilégio a Santiago M. Colle para a construção de uma linha de bondes com tal trajeto, passando pelo Matadouro.42 Em junho, matéria no Jornal A Notícia destaca a importância da nova estrada de rodagem para São José dos Pinhais, mais curta e direta, que passa pelo Matadouro Municipal. A ligação existente até o momento é acidentada e longa, circulando pelo Portão e Xaxim.43 Em 12 de novembro, ocorre a assinatura do contrato para a obra44 e, no ano seguinte, a estrada está concluída, conforme Relatório do Secretário de Estado, Claudino R. Ferreira dos Santos, em 3 de dezembro de 1909:

Estrada da Capital a São José dos Pinhais
Esta estrada, cuja construção havia sido iniciada há muitos anos, foi concluída e entregue ao trânsito público durante o ano [1909], em virtude do contrato para a conclusão, assignado com João Scarpin e Angelo Cequinel.
A nova via tem 10 km e 156 m de extensão, contados entre o Matadouro e a cidade de São José dos Pinhais.
Considerando-se a distância de 3.565 metros, que vai do canto do quartel do Regimento de Segurança ao Matadouro, tem-se que a extensão total a percorrer para se ir atualmente, à cidade vizinha é de 13.722 m.
Assim, em relação ao mesmo ponto de partida, há hoje uma redução de 6 quilômetros sobre a extensão da antiga estrada pelo Portão, o que é de real vantagem para a circulação dos produtos que afluem das colônias de São José para a capital.
Despendeu-se com esse serviço o total de 11:818$536.
45


 1908 - O novo trajeto da Estrada Curitiba-São José, que passa pelo Matadouro Municipal, reduz a distância entre as duas cidades. In: Jornal A Republica. op. cit. Anno XXIII, n.° 64. Curityba: 18 de março de 1908. p.2..

1908 – O novo trajeto da Estrada Curitiba-São José, que passa pelo Matadouro Municipal, reduz a distância entre as duas cidades.

In: Jornal A Republica. op. cit. Anno XXIII, n.° 64. Curityba: 18 de março de 1908. p.2..



 1915 - Mapa de Curitiba.Fonte: Casa da Memória / Diretoria do Patrimônio Cultural / Fundação Cultural de Curitiba.No mapa de 1915  encontra-se destacado o trajeto da estrada Curitiba-São José (1 - via matadouro) e o antigo (2 - via Portão).  Pode-se  verificar a localização do Matadouro Municipal (3), no arrabalde do Guabirotuba (4). Está destacada a trajetória do Rio Belém (5), que corta a cidade.

1915 – Mapa de Curitiba.

Fonte: Casa da Memória / Diretoria do Patrimônio Cultural / Fundação Cultural de Curitiba.

No mapa de 1915 encontra-se destacado o trajeto da estrada Curitiba-São José (1 – via matadouro) e o antigo (2 – via Portão). Pode-se verificar a localização do Matadouro Municipal (3), no arrabalde do Guabirotuba (4). Está destacada a trajetória do Rio Belém (5), que corta a cidade.



 1912 - Partida de futebol entre Internacional e Coritiba realizada no Prado do Guabirotuba.Fonte: Casa da Memória / Diretoria do Patrimônio Cultural / Fundação Cultural de Curitiba.A linha de bonde Jockey Club/Matadouro e a estrada Curitiba-São José dos Pinhais contribuíram para que a região do Guabirotuba participasse do lazer curitibano. Em 1912, além do turfe também eram realizadas partidas de futebol no campo do Prado de Corridas.

1912 – Partida de futebol entre Internacional e Coritiba realizada no Prado do Guabirotuba.

Fonte: Casa da Memória / Diretoria do Patrimônio Cultural / Fundação Cultural de Curitiba.

A linha de bonde Jockey Club/Matadouro e a estrada Curitiba-São José dos Pinhais contribuíram para que a região do Guabirotuba participasse do lazer curitibano. Em 1912, além do turfe também eram realizadas partidas de futebol no campo do Prado de Corridas.



1913 (7 de janeiro): tem início em Curitiba a circulação do bonde elétrico. A linha do Matadouro passa a ser servida por dois carros – “veiculos belgas extremamente modernos, com alavancas de roldana de contato para captação da corrente elétrica com suporte giratório para alcançar os fios distantes e suspensos ao longo das laterais das ruas, um arranjo que era único na América do Sul” – que começam a circular no dia seguinte.46 A eletricidade, portanto, chega ao Guabirotuba – pelo menos ao longo dos trilhos do bonde – acompanhada da iluminação das ruas. Neste mesmo ano, o fiscal da prefeitura solicita a substituição de 8 lâmpadas no local.47


 1915 - Bonde elétrico na Praça Carlos Gomes. Acervo: Paulo Affonso Gröetzner.

1915 – Bonde elétrico na Praça Carlos Gomes.

Acervo: Paulo Affonso Gröetzner.



1913: o Guabirotuba é escolhido pela Comissão de Melhoramentos para abrigar o Horto Municipal, destinado à produção de mudas que serão utilizadas na arborização e ajardinamento de ruas e praças da capital.48

O Horto foi localizado junto ao Matadouro Municipal. Já foi cercado devidamente o terreno, com tecido de arame especial, e foi iniciado o plantio de diversas espécies, com sementes e com mudas.49


 1930 - Horto Municipal do Guabirotuba Fonte: Relatorio e Inventario da Comissão Avaliadora. Acervo: Arquivo Público Municipal. s.n.t.

1930 – Horto Municipal do Guabirotuba.

Fonte: Relatorio e Inventario da Comissão Avaliadora. Acervo: Arquivo Público Municipal. s.n.t.



 1950, novembro - Horto Municipal do GuabirotubaColeção: Arthur Wischral - Acervo: Ernani Costa Straube.

1950, novembro – Horto Municipal do Guabirotuba.

Coleção: Arthur Wischral – Acervo: Ernani Costa Straube.



 1950, novembro - Horto Municipal do GuabirotubaColeção: Arthur Wischral - Acervo: Ernani Costa Straube.

1950, novembro – Horto Municipal do Guabirotuba.

Coleção: Arthur Wischral – Acervo: Ernani Costa Straube.



1914: a malha urbana de Curitiba é definida, a leste, pelo rio Belém.


 1914 - Mapa de Curitiba. In: LAMBERT, Egydio. O Guia Paranaense. Anno I, n.° 1. Curitiba: 1917.Sobre o Mapa de 1914 estão destacados o Quadro Urbano vigente (em preto); o traçado da Estrada do Matadouro, que coincide com o da Estrada Curitiba-São José dos Pinhais e a Linha de Bondes Matadouro (em vermelho); e as instituições estabelecidas na região do Prado e do Guabirotuba. É nítido o crescimento da malha urbana em direção ao Matadouro Municipal. O sul da cidade apresenta ruas e praças planejadas que darão forma aos bairros da Água Verde e Vila Guaira, preenchendo o vazio entre o Portão e o centro da cidade. A malha urbana projetada termina, ao sul, nos trilhos da Estrada de Ferro Curitiba-Ponta Grossa e, a leste, no Rio Belém (em azul). É o rio que separa o traçado retilíneo das futuras vias com o Horto e o Matadouro Municipal, deixando uma grande mancha vazia no Guabirotuba e no Capanema. Há, porém, moradores no caminho do Guabirotuba que ocupam a área não banhada pelo rio Belém, na Villa Jockey Club, localizada entre o Asilo de Alienados e do Prado de Corridas, ao longo do trilho do bonde. Trata-se do estabelecimento dos trabalhadores e das atividades ligadas ao turfe.

1914 – Mapa de Curitiba.

In: LAMBERT, Egydio. O Guia Paranaense. Anno I, n.° 1. Curitiba: 1917.

Sobre o Mapa de 1914 estão destacados o Quadro Urbano vigente (em preto); o traçado da Estrada do Matadouro, que coincide com o da Estrada Curitiba-São José dos Pinhais e a Linha de Bondes Matadouro (em vermelho); e as instituições estabelecidas na região do Prado e do Guabirotuba. É nítido o crescimento da malha urbana em direção ao Matadouro Municipal. O sul da cidade apresenta ruas e praças planejadas que darão forma aos bairros da Água Verde e Vila Guaira, preenchendo o vazio entre o Portão e o centro da cidade. A malha urbana projetada termina, ao sul, nos trilhos da Estrada de Ferro Curitiba-Ponta Grossa e, a leste, no Rio Belém (em azul). É o rio que separa o traçado retilíneo das futuras vias com o Horto e o Matadouro Municipal, deixando uma grande mancha vazia no Guabirotuba e no Capanema. Há, porém, moradores no caminho do Guabirotuba que ocupam a área não banhada pelo rio Belém, na Villa Jockey Club, localizada entre o Asilo de Alienados e do Prado de Corridas, ao longo do trilho do bonde. Trata-se do estabelecimento dos trabalhadores e das atividades ligadas ao turfe.



.No detalhe, o trajeto da linha de bondes Matadouro (em vermelho). Ao longo da Avenida Marechal Floriano Peixoto (antiga São José), entre as avenidas Sete de Setembro e Ivahy (atual Getúlio Vargas) – e atrás da Estação Ferroviária – encontram-se instalados vários edifícios públicos, como o Grupo Escolar Xavier da Silva (19), o Jardim de Infância Emília Ericksen (26), o Fórum e o Tribunal de Justiça (7), a Diretoria de Higiene (8), a Polícia Central (9) e o Regimento de Segurança (12). O estabelecimento destas instituições ocorreu após a presença da linha de bondes. Um pouco mais adiante, a Hospedaria de Imigrantes (44), na Avenida Ivahy, entre as ruas João Negrão e Piquiri.Depoimento de Paulo Affonso Gröetzner, em 22 de abril de 2014: “Esta planta marca numa linha vermelha, a trajetória da via permanente (linha) dos bondes naquela época. Bem em baixo, à direita, está o Guabirotuba bem ao lado do matadouro. É visível que a linha do bonde vai até ele. O ponto final para os passageiros ficava antes do rio Belém. Porém a linha atravessava o rio através de uma ponte própria e alcançava uma doca para carga e descarga no edifício do matadouro. A companhia dos bondes tinha um carro fechado tipo baú, pintado de vermelho, que fazia a distribuição da carne fresca [verde] aos açougues, situados ao longo da linha toda. Não havia na época carne congelada. Os bondes para passageiros operavam das 6:00 até 24:00h. A distribuição da carne era feita, preferencialmente, no intervalo.”

No detalhe, o trajeto da linha de bondes Matadouro (em vermelho). Ao longo da Avenida Marechal Floriano Peixoto (antiga São José), entre as avenidas Sete de Setembro e Ivahy (atual Getúlio Vargas) – e atrás da Estação Ferroviária – encontram-se instalados vários edifícios públicos, como o Grupo Escolar Xavier da Silva (19), o Jardim de Infância Emília Ericksen (26), o Fórum e o Tribunal de Justiça (7), a Diretoria de Higiene (8), a Polícia Central (9) e o Regimento de Segurança (12). O estabelecimento destas instituições ocorreu após a presença da linha de bondes. Um pouco mais adiante, a Hospedaria de Imigrantes (44), na Avenida Ivahy, entre as ruas João Negrão e Piquiri.

Depoimento de Paulo Affonso Gröetzner, em 22 de abril de 2014:
“Esta planta marca numa linha vermelha, a trajetória da via permanente (linha) dos bondes naquela época. Bem em baixo, à direita, está o Guabirotuba bem ao lado do matadouro. É visível que a linha do bonde vai até ele. O ponto final para os passageiros ficava antes do rio Belém. Porém a linha atravessava o rio através de uma ponte própria e alcançava uma doca para carga e descarga no edifício do matadouro. A companhia dos bondes tinha um carro fechado tipo baú, pintado de vermelho, que fazia a distribuição da carne fresca [verde] aos açougues, situados ao longo da linha toda. Não havia na época carne congelada.
Os bondes para passageiros operavam das 6:00 até 24:00h. A distribuição da carne era feita, preferencialmente, no intervalo.”



1917:


 1917. Horários da linha de bondes para o Matadouro. In: LAMBERT, Egydio. O Guia Paranaense. Anno I, n.° 1. Curitiba, 1917.Em 1917, o Guia Paranaense relaciona no Guabirotuba: Curtume: Augusto Kopp Olaria: Alfredo Hauer & Irmão Varejo: João Baptista Buzatto Xarqueada: Feliciano Ribeiro

1917. Horários da linha de bondes para o Matadouro.

In: LAMBERT, Egydio. O Guia Paranaense. Anno I, n.° 1. Curitiba, 1917.

Em 1917, o Guia Paranaense relaciona no Guabirotuba:
Curtume: Augusto Kopp
Olaria: Alfredo Hauer & Irmão
Varejo: João Baptista Buzatto
Xarqueada: Feliciano Ribeiro50



 1917. Horários da linha de bondes para o Matadouro. In: LAMBERT, Egydio. O Guia Paranaense. Anno I, n.° 1. Curitiba, 1917.

1917. Horários da linha de bondes para o Matadouro.

In: LAMBERT, Egydio. O Guia Paranaense. Anno I, n.° 1. Curitiba, 1917.



 1927 - Mapa de Curitiba. Acervo: Casa da Memória / Diretoria do Patrimônio Cultural / Fundação Cultural de Curitiba.O mapa de 1927 apresenta a malha urbana de Curitiba expandida, com a localização dos principais edifícios e serviços públicos. O Guabirotuba, assim como o Portão, distantes do centro da cidade, não constam do desenho, que se limita a indicar parte do Hipódromo.

1927 – Mapa de Curitiba.

Acervo: Casa da Memória / Diretoria do Patrimônio Cultural / Fundação Cultural de Curitiba.

O mapa de 1927 apresenta a malha urbana de Curitiba expandida, com a localização dos principais edifícios e serviços públicos. O Guabirotuba, assim como o Portão, distantes do centro da cidade, não constam do desenho, que se limita a indicar parte do Hipódromo.



1928 (agosto): O Guabirotuba, o seu progresso e as suas necessidades.


In: Jornal Gazeta do Povo. Ano X, n.° 3000.  Curityba: 3 de agosto de 1928. p.3.

In: Jornal Gazeta do Povo. Ano X, n.° 3000. Curityba: 3 de agosto de 1928. p.3.



 1930 - Vista aérea de Curitiba. Ao fundo, o arrabalde do Guabirotuba.Acervo: Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.

1930 – Vista aérea de Curitiba. Ao fundo, o arrabalde do Guabirotuba.

Acervo: Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.



1932 (setembro): no “lindo arrabalde do Guabirotuba” moram “famílias de operários e lavradores”.


In: Jornal Correio do Paraná. Anno I, n.° 106. Curityba: 21 de setembro de 1932. p.3.

In: Jornal Correio do Paraná. Anno I, n.° 106. Curityba, 21 de setembro de 1932. p.3.



1932-1933: a Estrada Curitiba-São José dos Pinhais.


In: Jornal Correio do Paraná. Anno I, n.° 86. Curityba: 27 de agosto de 1932. p.8.

In: Jornal Correio do Paraná. Anno I, n.° 86. Curityba: 27 de agosto de 1932. p.8.



 1930 - Vista aérea de Curitiba. Ao fundo, o arrabalde do Guabirotuba.In: Jornal Correio do Paraná. Anno II, n.° 428. Curityba: 16 de outubro de 1933. p.5.

1930 – Vista aérea de Curitiba. Ao fundo, o arrabalde do Guabirotuba.

In: Jornal Correio do Paraná. Anno II, n.° 428. Curityba: 16 de outubro de 1933. p.5.



1934 (15 de novembro): é concluída a macadamização da Estrada Curitiba-São José dos Pinhais, embora não estejam prontos “os bueiros de concreto armado (com diâmetro de 1,5m), por encontrarem-se alagadas as várzeas do Rio Iguaçu”.51


Primeira metade da década de 1930 - A macadamização da Estrada Curitiba-São José dos Pinhais.In: Relatorio do Secretario dos Negocios da Fazenda e Obras Publicas, Rivadavia de Macedo, apresentado ao Interventor Federal do Paraná, Manoel Ribas, referente aos exercicios de 1931, 1932 e 1° semestre de 1933. Curitiba, 1933.

Primeira metade da década de 1930 – A macadamização da Estrada Curitiba-São José dos Pinhais.

In: Relatorio do Secretario dos Negocios da Fazenda e Obras Publicas, Rivadavia de Macedo, apresentado ao Interventor Federal do Paraná, Manoel Ribas, referente aos exercicios de 1931, 1932 e 1° semestre de 1933. Curitiba: 1933.



Primeira metade da década de 1930 - A macadamização da Estrada Curitiba-São José dos Pinhais.In: Relatorio do Secretario dos Negocios da Fazenda e Obras Publicas, Rivadavia de Macedo, apresentado ao Interventor Federal do Paraná, Manoel Ribas, referente aos exercicios de 1931, 1932 e 1° semestre de 1933. Curitiba, 1933.Em 1937, pela Estrada Curitiba-São José dos Pinhais circulavam 2000 veículos/dia, sendo considerado “intenso” o tráfego.53

Primeira metade da década de 1930 – A macadamização da Estrada Curitiba-São José dos Pinhais.

In: Relatorio do Secretario dos Negocios da Fazenda e Obras Publicas, Rivadavia de Macedo, apresentado ao Interventor Federal do Paraná, Manoel Ribas, referente aos exercicios de 1931, 1932 e 1° semestre de 1933. Curitiba, 1933.

Em 1937, pela Estrada Curitiba-São José dos Pinhais circulavam 2000 veículos/dia, sendo considerado “intenso” o tráfego.52



1935 - Mapa de Curitiba com indicação do quadro urbano vigente em 1934.54IFonte: Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba.O mapa – concluído em 1934 “pelos mais modernos processos de aero-foto-grametria”55  – revela a significativa expansão da malha urbana de Curitiba, comparada a do Mapa de 1914.

1935 – Mapa de Curitiba com indicação do quadro urbano vigente em 1934.53

Fonte: Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba.

O mapa – concluído em 1934 “pelos mais modernos processos de aerofotogrametria”54 – revela a significativa expansão da malha urbana de Curitiba, comparada a do Mapa de 1914.



No detalhe, é possível verificar a rarefeita ocupação  na região do Guabirotuba, ocorrendo somente nas proximidades do Matadouro Municipal e ao longo da Estrada Curitiba-São José. O leito do Rio Belém encontra-se retificado até o cruzamento dos trilhos da Estrada de Ferro do Paraná com a Avenida Capanema. Este rio e toda a “parte baixa” e alagadiça que ele percorre constituem barreira ao crescimento da cidade e grandes áreas do Guabirotuba e do Capanema permanecem desabitadas, com a predominância de campos.

No detalhe, é possível verificar a rarefeita ocupação na região do Guabirotuba, ocorrendo somente nas proximidades do Matadouro Municipal e ao longo da Estrada Curitiba-São José. O leito do Rio Belém encontra-se retificado até o cruzamento dos trilhos da Estrada de Ferro do Paraná com a Avenida Capanema. Este rio e toda a “parte baixa” e alagadiça que ele percorre constituem barreira ao crescimento da cidade e grandes áreas do Guabirotuba e do Capanema permanecem desabitadas, com a predominância de campos.



1935: na Mensagem Prefeitural…


Jorge Lothario Meissner - Prefeito de Curitiba entre 1932 e 1937.Fonte: Prefeitura de Curitiba.

Jorge Lothario Meissner – Prefeito de Curitiba entre 1932 e 1937.

Fonte: Prefeitura de Curitiba.


“Encontra-se ainda sem conveniente revestimento o longo trecho entre o Hospital dos Alienados e o Matadouro Municipal. Compreendendo a necessidade deste empreendimento mandamos fazer o aterro da rua 24 de Fevereiro. Seguido de revestimento a macadam das ruas 24 de Fevereiro, Comendador Roseira, Rockfeller e Conselheiro Dantas.” 55


1938: a deficitária linha de bondes.

A rarefeita ocupação da área justifica, em 1938, que a Companhia Força e Luz, responsável pela distribuição de energia elétrica e pelo transporte coletivo, seja autorizada a desativar as linhas de bondes deficitárias, entre elas a do Guabirotuba.

Atualmente o número de passageiros que fazem uso desta linha é reduzidíssimo e a sua operação acarreta um déficit apreciável. A suspensão do serviço nesta linha permitirá a utilização do material rodante em outras partes do sistema com maior vantagem para o público.56


1939 - Prolongamento da Rua Marechal Floriano,  próximo ao Depósito de Inflamáveis. Fonte: Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.

1939 – Prolongamento da Rua Marechal Floriano, próximo ao Depósito de Inflamáveis.

Fonte: Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.



1940 - “Nas proximidades do hipódromo do Guabirotuba, acaba de instalar o Dr. Cesar Lamenha de Siqueira uma bem organizada coudelaria, destinada aos animais de sua propriedade, que deverão abrilhantar a nossa programação turfista. (...)”In: Correio do Paraná. Anno VIII, num. 3898. Curitiba, 20 de julho de 1940. p.5.

1940 – “Nas proximidades do hipódromo do Guabirotuba, acaba de instalar o Dr. Cesar Lamenha de Siqueira uma bem organizada coudelaria, destinada aos animais de sua propriedade, que deverão abrilhantar a nossa programação turfista. (…)”

In: Correio do Paraná. Anno VIII, num. 3898. Curitiba: 20 de julho de 1940. p.5.



1941: a desativação da linha de bonde Matadouro não ocorreu, mas a partir de primeiro de março a Companhia de Força e Luz suspende o serviço de bondes existentes nas linhas Trajano Reis, Prado, Guabirotuba, Juvevê e Bacacheri, substituindo-o pelos ônibus, que tornam o trajeto mais rápido e confortável. No entanto, “as empresas oferecem resistência para a assinatura dos contratos, talvez desejosas de prosseguir no relaxamento em que tem vivido, sem horários e sem prestar atenção aos interesses do público”.57


1941 (25 de abril): a situação do Guabirotuba encontra-se no diagnóstico elaborado pelo Plano de Urbanização de Curitiba, coordenado por Alfred Agache58, o qual a “transformará numa das cidades mais modernas do Brasil, à altura do progresso do Estado e de nossa Pátria.” 59


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1941 - Distribuição Demográfica de Curitiba.In: COIMBRA BUENO & CIA. Plano de Urbanização de Curitiba. Distribuição Demográfica e Estudo de Tráfego. 1 prancha (PC-268). Curitiba: 1 de novembro de 1941. Coleção: Plano Agache. Acervo: IPPUC/Arquivo Público Municipal. A Avenida Perimetral (proposta por Agache) envolve o centro da cidade e concentra o maior número de habitantes. A região sudeste, compreendida entre o Portão e o Capanema, incluindo portanto o Guabirotuba, é a de ocupação mais rarefeita da cidade. A pequena concentração de  moradores ocorre ao longo da Estrada Curitiba-São José dos Pinhais.

1941 – Distribuição Demográfica de Curitiba.

In: COIMBRA BUENO & CIA. Plano de Urbanização de Curitiba. Distribuição Demográfica e Estudo de Tráfego. 1 prancha (PC-268). Curitiba: 1 de novembro de 1941. Coleção: Plano Agache. Acervo: IPPUC/Arquivo Público Municipal.

A Avenida Perimetral (proposta por Agache) envolve o centro da cidade e concentra o maior número de habitantes. A região sudeste, compreendida entre o Portão e o Capanema, incluindo portanto o Guabirotuba, é a de ocupação mais rarefeita da cidade. A pequena concentração de moradores ocorre ao longo da Estrada Curitiba-São José dos Pinhais.



1943: inauguração da Escola Municipal do Guabirotuba, depois Grupo Escolar do Guabirotuba.


Fevereiro de 1943 - Escola Municipal do Guabirotuba.Fonte: Coleção Arthur Wischral. Acervo: Casa da Memória/Diretoria do Patrimônio Cultural/FCC.A escola localiza-se na Estrada Curitiba-São José dos Pinhais (atual Avenida Salgado Filho), ao lado do Matadouro Municipal.

Fevereiro de 1943 – Escola Municipal do Guabirotuba.

Fonte: Coleção Arthur Wischral. Acervo: Casa da Memória/Diretoria do Patrimônio Cultural/FCC.

A escola localiza-se na Estrada Curitiba-São José dos Pinhais (atual Avenida Salgado Filho), ao lado do Matadouro Municipal.



Escola Municipal do Guabirotuba, depois Grupo Escolar Elysio Vianna. Acervo: Coordenadoria do Patrimônio do Estado.

Escola Municipal do Guabirotuba, depois Grupo Escolar Elysio Vianna.

Acervo: Coordenadoria do Patrimônio do Estado.



1944: a malha urbana chega ao Guabirotuba e aproxima-se do Matadouro Municipal.


1944 - Mapa de Curitiba.Fonte: Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba.O Mapa de 1944 apresenta, em relação ao de 1935, um crescimento da malha urbana na região do Guabirotuba.  O arruamento envolve o Hipódromo e aproxima-se do Matadouro Municipal. O desenho destaca o Quadro Urbano vigente 61 (em preto), o trajeto das linhas de bonde (em vermelho), a localização do Matadouro Municipal (1) e o leito do Rio Belém (2).

1944 – Mapa de Curitiba.

Fonte: Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba.

O Mapa de 1944 apresenta, em relação ao de 1935, um crescimento da malha urbana na região do Guabirotuba. O arruamento envolve o Hipódromo e aproxima-se do Matadouro Municipal. O desenho destaca o Quadro Urbano vigente60 (em preto), o trajeto das linhas de bonde (em vermelho), a localização do Matadouro Municipal (1) e o leito do Rio Belém (2).



No detalhe, observa-se que na região do Guabirotuba – sem arruamentos, edifícios ou informações importantes – foi colocada a legenda do mapa.

No detalhe, observa-se que sobre a região do Guabirotuba – sem arruamentos, edifícios ou informações importantes – foi colocada a legenda do mapa.



Agosto de 1946 - Canalização de águas pluviais em frente à Escola Municipal do Guabirotuba.Fonte: Coleção Arthur Wischral. Acervo: Casa da Memória/Diretoria do Patrimônio Cultural/FCC.A imagem mostra a Avenida Salgado Filho nas proximidades do Matadouro Municipal. A via macadamizada não apresenta meio fio nem passeio, mas possui em toda a extensão postes que sustentam os cabos de energia elétrica. A paisagem tem aspecto rural, com casas de madeira localizadas à direita.

Agosto de 1946 – Canalização de águas pluviais em frente à Escola Municipal do Guabirotuba.

Fonte: Coleção Arthur Wischral. Acervo: Casa da Memória/Diretoria do Patrimônio Cultural/FCC.

A imagem mostra a Avenida Salgado Filho nas proximidades do Matadouro Municipal. A via macadamizada não apresenta meio fio nem passeio, mas possui em toda a extensão postes que sustentam os cabos de energia elétrica. A paisagem tem aspecto rural, com casas de madeira localizadas à direita.


34 Jockey Club do Paraná, uma glória de 120 anos. In: Jornal Gazeta do Povo. Curitiba: 2 de dezembro de 1982. p.35.

35 Jornal Correio Municipal. Orgam da Municipalidade de Coritiba. Anno I, n.° 1. Coritiba: 29 de junho de 1895. p.2-3.

36 In: MARTINS, Romário. Almanach do Paraná para 1901. Curytiba: Livraria Economica, 1900. p.293.

37 Jornal A Republica. op. cit. Anno XXV, n.° 192. Curityba: 17 de agosto de 1910. p.2; e idem, Anno XXVIII, n.° 125. Curityba: 13 de junho de 1913. p.2.

38 O edifício no Ahú, que até então abrigava o hospital, é comprado pelo Governo do Paraná para a instalação da Penitenciaria do Estado. CASTRO, Elizabeth Amorim de. A Arquitetura do Isolamento em Curitiba na República Velha. Curitiba: Edição da Autora, 2004.

39 Relatório do Secretário d’Estado dos Negócios de Obras Públicas e Colonização, Francisco Gutierrez Beltrão, ao Vice-Presidente do Estado do Paraná, Joaquim M. de Carvalho e Silva. Curytiba: Officinas de Artes Gráficas de Adolpho Guimarães, 1907.p.701.

40 Mensagem da Prefeitura em 23 de março de 1908. In: Jornal A Republica. op. cit. Anno XXIII, n° 92. Curityba: 21 de abril de 1908. p.1.

41 Jornal A Republica. op. cit. Anno XXI, n.° 287. Curityba: 4 de dezembro de 1906. p.4; e Mensagem da Prefeitura em 23 de março de 1908. In: Jornal A Republica. op. cit. Anno XXIII, n° 92. Curityba: 21 de abril de 1908. p.1.

42 Lei n.° 829, de 8 de maio de 1908. In: Jornal A Republica. op. cit. Anno XXIII, n.° 121. Curityba: 26 de maio de 1908. p.1.

43 Jornal O Municipio. op. cit. Anno IV, n.° 800. Curityba: 4 de junho de 1898. p.2.

44 Jornal A Republica. op. cit. Anno XXIII, n.° 268. Curityba: 18 de novembro de 1908. p.2.

45 Relatorio do Secretario de Estado dos Negocios e Obras Publicas e Colonização, Claudino R. Ferreira dos Santos, ao Presidente do Paraná, Francisco Xavier da Silva, em 31 de dezembro de 1909. Curityba: Typographia d’A Republica, 1901. p.61.

46 Jornal A Republica. op. cit. Anno XXVIII, n.° 4. Curityba: 6 de janeiro de 1913. p.1; Jornal A Republica. op. cit. Anno XXVIII, n.° 5. Curityba: 7 de janeiro de 1913. p.4; e MORRISON, Allen. Os bondes de Curitiba. Trad. Maurício Ortega. Disponível em: http://www.tramz.com/br/ct/ctp.html. Acesso em 14 de setembro de 2011.

47 Jornal A Republica. op. cit. Anno XXVIII, n.° 41. Curityba: 19 de fevereiro de 1913. p.2.

48 Relatorio da Commissão de Melhoramentos, em 15 de outubro de 1913. In: ANNAES da Camara Municipal. Sessões de 15 de Outubro de 1913 á 24 de julho de 1914. Coritiba: Typ. d’A Republica, 1914. p.20.

49 Idem, p.13.

50 LAMBERT, Egydio. O Guia Paranaense. op. cit.

51 Idem. p.47.

52 Mensagem do Prefeito, Aluizio França, à Câmara Municipal. In: Jornal Correio do Paraná. Anno VII, n.° 01727. Curitiba: 11 de setembro de 1937. p.3 e 4.

53 Decreto n.° 42, de 20 de novembro de 1934. In: Prefeitura Municipal de Curitiba. Decretos e Atos de 1934. Curitiba: Impressora Paranaense, 1939. p. 51-54.

54 Mensagem do Prefeito Jorge Lothario Meissner ao Interventor Federal do Paraná, Manoel Ribas, referente ao exercício de 1934. Curityba: fevereiro de 1935. p.14-15 e 83-84.

55 Mensagem apresentada pelo Prefeito Jorge Lotario Meissner à Camara Municipal de Curitiba, em dezembro de 1935. In: ANAIS da Camara Municipal de Curitiba. Curitiba: Empresa Grafica Paranaense, 1936. p.468.

56 Jornal Correio do Paraná. Anno VI, n.° 1869. Curitiba: 8 de março de 1938. p.7.

57 Jornal Correio do Paraná. Anno VIII, n.° 4032. Curitiba: 4 de fevereiro de 1941. p.5.

58 Termo de Contrato para a elaboração do Plano de Urbanização da cidade que assina a firma Coimbra e Bueno & Cia. Ltda. In: Jornal Correio do Paraná. Anno VIII, n.° 4113. Curitiba: 17 de maio de 1941. p.2-3.

59 Jornal Correio do Paraná. Anno VIII, n.° 3961. Curitiba: 3 de outubro de 1940. p.8.

60 Decreto-Lei n.°73, de 1° de dezembro de 1943. In: Decretos-Lei e Decretos de 1943 – Prefeitura Municipal de Curitiba. Curitiba: Estado do Paraná, 1944. p.54-58.